Pardal deixou claro que esse tipo de projeto não se deve fazer em casa sem conhecimento técnico, apontando que, por exemplo, o motor de portão dava muito mais torque do que o esperado para a bicicleta — o que pode ser perigoso para rodar por aí. A “e-bike caseira” recebeu uma catraca (ou melhor, uma engrenagem) para que a potência gerada fosse melhor administrada, porém, o acessório acabou cortando a força pela metade.
“Isso é um problema muito grande,” lamenta o professor no vídeo. “O motor já não era muito forte, tinha 1/4 de um hp [cv], e então ele perdeu muita força. E essa força que sobrou não é suficiente para tocar uma bicicleta.”
Bicicleta elétrica caseira ainda precisa de adaptação
Para Professor Pardal, o desafio está em fazer a transmissão de carga da bateria da bicicleta elétrica ser o suficiente para o motor de portão automático. No momento, ele conta, isso não ocorre, pois o inversor de corrente instalado não é o mais adequado.
Porém, Pardal não descarta nem a possibilidade de substituir o motor de portão por outro, pois mesmo com o inversor correto, a aceleração pode não ser suficiente.
“Inicialmente eu fiquei muito entusiasmado com o motor”, comenta, elogiando o fato de ser vedado e de ter muito torque. “Mas ainda acho que não é o correto. Pra um projeto para criança, até vai, mas para bicicleta elétrica, talvez tenha que ser outro.”
